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Lula critica ações no Oriente Médio e chama conflito de insensato

Presidente afirma que acordo sobre urânio entre Brasil, Turquia e Irã em 2010 evitaria atual conflito

21/04/2026 às 16:26
Por: Redação

Durante passagem pela Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a situação de violência no Oriente Médio como uma "guerra da insensatez" ao comentar a possibilidade de retomada das hostilidades na região, em meio à demora na realização de uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

 

Em diálogo com jornalistas, Lula afirmou que o conflito seria evitável e manifestou seu entendimento sobre o papel dos Estados Unidos no cenário internacional. O presidente avaliou que o governo norte-americano, por ser reconhecido mundialmente como uma potência, não precisaria reiterar sua força de maneira contínua. Segundo ele, muitos dos atuais impasses poderiam ser resolvidos por meio de negociações, sem que houvesse mortes ou uso de explosivos.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Ao rememorar acordos diplomáticos passados, Lula destacou que as exigências dos Estados Unidos em relação ao tratamento do urânio pelo Irã já foram tema de consenso internacional em 2010. Naquele ano, segundo o presidente, Brasil, Turquia e Irã chegaram a um entendimento sobre o assunto. Entretanto, ressaltou que tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia recusaram-se a aceitar o acordo negociado à época.

 

Para Lula, a rejeição daquele tratado trouxe consequências atuais, e ele avalia que os envolvidos enfrentam hoje os efeitos das decisões tomadas anteriormente.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

O presidente também pontuou que os impactos da escalada de conflitos não recaem apenas sobre governos ou líderes mundiais. Ele enfatizou que a população comum será prejudicada, citando especificamente consumidores de produtos alimentícios como carne, feijão e arroz, além de trabalhadores como caminhoneiros, que terão custos mais altos com combustível.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


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