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Transplante de membrana amniótica é incorporado ao SUS no tratamento do diabetes

Mais de 860 mil pacientes por ano devem ser beneficiados com a nova tecnologia no SUS, cujo uso já ocorre em queimaduras desde 2025.

16/04/2026 às 21:26
Por: Redação

O transplante da membrana amniótica passa a integrar oficialmente as opções terapêuticas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com diabetes e para pessoas que apresentam alterações oculares. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) emitir parecer favorável à adoção da tecnologia.

 

De acordo com informações fornecidas pela pasta, a utilização do tecido será recomendada em procedimentos voltados ao tratamento de feridas crônicas, lesões decorrentes de pé diabético e condições oftalmológicas específicas. A expectativa é de que mais de 860 mil pessoas sejam beneficiadas anualmente com a nova tecnologia disponibilizada pelo SUS.

 

Aplicação da membrana amniótica em diferentes quadros clínicos

A membrana amniótica constitui um tecido obtido a partir do parto. Seu uso tem sido amplamente estudado na medicina regenerativa devido à sua ação anti-inflamatória e à capacidade de promover a cicatrização, fatores que contribuem para a diminuição das complicações em tratamentos de diversas enfermidades.

 

A utilização desse curativo biológico no manejo do pé diabético proporciona, segundo o Ministério da Saúde, uma cicatrização das feridas com velocidade até duas vezes maior em comparação aos curativos convencionais. O SUS já emprega a membrana amniótica no tratamento de queimaduras de grande extensão desde o ano de 2025.

 

Em relação às alterações oftalmológicas, como lesões em pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido atua favorecendo o fechamento de feridas e pode contribuir para a redução da dor, além de acelerar a recuperação da superfície ocular.

 

“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.


 

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