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Juros altos levam famílias a buscar mais crédito e elevam inadimplência

Taxa média de juros para pessoas físicas chega a 61,5% ao ano, enquanto inadimplência das famílias avança para 5,3% em 12 meses.

27/04/2026 às 16:34
Por: Redação

Dados publicados pelo Banco Central nesta segunda-feira (27) apontam que as famílias brasileiras continuam enfrentando pressão devido ao custo elevado do crédito e, diante desse cenário, buscam alternativas de empréstimos de curto prazo, especialmente por meio do cartão de crédito.

 

Segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito, em março, a taxa média anual de juros do crédito livre destinado a pessoas físicas permaneceu em patamar elevado, atingindo 61,5%, apresentando uma leve redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior.

 

A inadimplência relacionada ao crédito total registrado no Sistema Financeiro Nacional chegou ao patamar de 4,3% da carteira em março. Esse índice representou uma diminuição de 0,1 ponto percentual no mês, mas um crescimento de 1,0 ponto percentual no acumulado de doze meses.

 

Entre as famílias, a taxa de inadimplência avançou para 5,3%, o que equivale a um aumento de 1,4 ponto percentual em um intervalo de doze meses.

 

O relatório do Banco Central também mostra que, em fevereiro, o endividamento das famílias correspondia a 49,9%, com incremento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 1,3 ponto percentual na comparação anual. Já o comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7%, o que representa uma elevação de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,9 ponto percentual em doze meses.

 

Maior volume de operações de crédito para pessoas físicas

 

O saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 7,2 trilhões de reais em março, indicando um crescimento de 0,9% no mês.

 

O volume de crédito concedido às famílias somou 4,5 trilhões de reais, registrando expansão mensal de 0,8% e crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, o saldo chegou a 2,5 trilhões de reais, correspondendo a alta de 1,1% no mês e de 12,3% na comparação com março de 2025. O Banco Central destacou o avanço das transações realizadas com cartão de crédito à vista, além do aumento de operações de crédito consignado para trabalhadores de empresas privadas e financiamentos destinados à aquisição de veículos.

 

No caso do crédito direcionado às famílias – que abrange linhas com recursos e condições estabelecidas por normas específicas –, o montante totalizou 2,0 trilhões de reais, com elevação de 0,5% no mês e crescimento de 9,3% nos últimos doze meses.

 

Montante de crédito ampliado e participação no PIB

 

O total de crédito ampliado para o setor não financeiro alcançou 21,0 trilhões de reais em março, valor que equivale a 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país em um ano. Esse montante registra uma pequena retração de 0,3% no mês, mas, em doze meses, houve crescimento de 11,2%.

 

O crédito ampliado destinado a empresas atingiu o valor de 7,1 trilhões de reais, com aumento mensal de 1,5%. Este incremento foi impulsionado principalmente pela emissão de títulos privados de dívida, captação de empréstimos externos e operações do Sistema Financeiro Nacional.

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